As tuas fotos agradam, o teu Instagram mexe, mas as marcações não aparecem? O problema está muitas vezes entre a descoberta e a marcação. Vê aqui como construir o teu funil de vendas, passo a passo.
Em resumo:
• Um funil de vendas é o caminho que fazes percorrer a alguém que te descobre, até à marcação da sessão.
• Cabe em 6 etapas: atrair, captar os contactos, guardar, contactar e relançar, conversar, vender.
• A etapa que quase todos os fotógrafos esquecem é a captação dos contactos: sem ela, um visitante que sai nunca mais volta.
• Cada etapa tem a sua taxa de conversão. Melhorar cada uma delas conta tanto como ter mais visibilidade.
• Exemplo real: 70 € de publicidade deram 7 sessões, ou seja, 2.100 € de faturação.
«Podemos ser o melhor fotógrafo do mundo e, na grande maioria dos casos, isso não chega para nos darmos a conhecer.» É o ponto de partida de Régis Moscardini, antigo fotógrafo de vida selvagem que se tornou especialista em marketing para fotógrafos. Hoje constrói funis de vendas para estúdios de fotografia, e recebemo-lo no podcast Fotostudio para nos explicar o seu método.
Este guia reúne as suas explicações, os seus números e os seus exemplos concretos, para que possas montar o teu próprio funil, mesmo que comeces do zero.
1. O que é um funil de vendas para um fotógrafo?
Um funil de vendas é o caminho que fazes viver a uma pessoa que te descobre, até ao momento em que ela marca ou compra o teu serviço. Entre o ponto A («ela descobre-me») e o ponto B («ela marca a sessão»), há todo um processo: é a esse processo que se chama funil de vendas.
«É simplesmente permitir a alguém que te descobre viver um caminho. Simplesmente um caminho.»
Régis Moscardini
Também se fala em funil de conversão (ou simplesmente funnel). A imagem é clara: entra muita gente por cima e só uma parte chega ao fundo. O objetivo de um bom funil é limitar as «fugas» entre a entrada e a saída.
Não é manipulação. Os teus potenciais clientes continuam livres: podem cancelar a subscrição dos teus emails ou não responder às tuas mensagens. O funil serve simplesmente para manter o contacto com as pessoas interessadas, em vez de as deixar ir embora sem seguimento.
O princípio não tem nada de novo, é «tão antigo como o comércio». O cartão de cliente que o teu supermercado ou a tua loja de roupa te propõe faz exatamente o mesmo: recolher os teus contactos para te poder voltar a contactar.
2. Porque é que as tuas belas fotos não chegam para vender
Ninguém marca uma sessão fotográfica logo na primeira visita ao teu site ou ao teu Instagram. É aquilo a que Régis chama o mito do cliente frio: imaginamos que as pessoas vão ver as nossas fotos, achá-las bonitas e marcar logo. Nunca acontece assim.
Pensa nas tuas próprias compras online: há quase sempre um tempo de reflexão. Para uma sessão fotográfica, isso é ainda mais verdade. É uma compra íntima (uma gravidez, um recém-nascido, um retrato), feita a alguém que ainda não conhecemos.
Repara nesta situação, que Régis descreve na entrevista:
- Uma futura mãe escreve «fotógrafo grávida Biarritz» no Google.
- Chega ao teu site, vê as tuas fotos, acha interessante.
- Está no carro, ou a preparar o jantar. É interrompida e fecha a página.
- Se não te deixou os contactos, nunca mais a voltas a ver.
A visibilidade sozinha não chega. Régis cita uma cliente cujo reel de Instagram ultrapassou as 400.000 visualizações, sem lhe trazer uma única venda. É normal: a maioria das pessoas que vê um reel viral não é o teu público-alvo (não estão grávidas, não estão na tua região). O desafio é transformar essa visibilidade em contactos e, depois, em clientes.
3. As 6 etapas de um funil de vendas
O funil de vendas de um fotógrafo cabe em 6 etapas, por esta ordem: atrair, captar, guardar, contactar e relançar, conversar, vender. Provavelmente já fazes algumas de forma intuitiva. O segredo é ligá-las entre si.
Etapa 1: atrair
É trazer pessoas até ao teu negócio. Há duas grandes formas de o fazer, e o ideal é combinar as duas:
- O orgânico, gratuito mas lento: a tua conta de Instagram, o teu blog e o teu posicionamento no Google, os teus flyers com QR code nas lojas, o teu cartão de visita, o teu canal de YouTube.
- A publicidade (os «ads»), paga mas rápida: Instagram, Facebook ou Google. Permite ter clientes sem esperar dois ou três anos até teres uma grande comunidade.
Um site de fotógrafo bem posicionado continua a ser a base: muitas vezes é para lá que tudo o resto encaminha.
Etapa 2: captar os contactos
É a etapa que 90% dos fotógrafos não fazem, segundo Régis. Trata-se de propor ao visitante que te deixe os seus contactos: um pop-up, uma página dedicada (fala-se em «landing page» ou página de captação), um formulário de contacto no teu site.
O que pedir? No mínimo, o nome e o email. O melhor é o telefone: as pessoas dão-no com menos facilidade, por isso recolhes menos, mas quem o deixa está mais motivado e é muito mais fácil de converter.
Em troca, dá uma boa razão: um desconto na primeira sessão, um guia, ou simplesmente a promessa de uma conversa personalizada sobre o projeto.
Etapa 3: guardar
Estes contactos têm de ficar registados algures, numa base de dados. Um caderno ou um ficheiro Excel não chegam por muito tempo: um CRM para fotógrafos permite-te encontrar cada contacto, saber de onde veio e em que ponto está.
Etapa 4: contactar e relançar
As duas andam juntas. Assim que um potencial cliente deixa os seus contactos, sai automaticamente um primeiro email a agradecer e a anunciar que o vais voltar a contactar. Depois, alguns emails espaçados de dois ou três dias dão-lhe informações sobre ti e sobre a tua oferta. É o que se chama uma sequência de emails.
Etapa 5: conversar
Para Régis, é o coração do sistema. Os emails informam, mas são as conversas que convertem. E o melhor canal hoje é o WhatsApp: quase toda a gente o usa, ainda não está invadido pelo spam e a taxa de resposta é muito elevada.
Envia uma primeira mensagem na hora seguinte à inscrição: no dia seguinte, o potencial cliente muitas vezes já se esqueceu. Esta é a mensagem que usa uma cliente de Régis, fotógrafa:
Cerca de 30 a 40% das pessoas respondem, e essas pessoas já estão muito interessadas. Como resume um mentor de Régis: «Da conversa nasce a conversão.»
Etapa 6: vender
Quando sentires que a pessoa está pronta, propõe uma chamada para falarem do projeto de viva voz. É aí que a venda se faz, em geral muito melhor do que numa simples página de marcação.
A reter: atraio, capto, guardo, contacto e relanço, converso, vendo. «Quando temos isto na cabeça, percebemos tudo.»
4. Quantas vendas por cada 100 visitas?
Em cada etapa do funil, uma parte das pessoas fica pelo caminho: é normal, e é por isso que se fala em funil. Estas são as ordens de grandeza dadas por Régis para um site que recebe 100 visitas:
| Etapa | Taxa indicativa | O que isso quer dizer |
|---|---|---|
| Visitante → contacto | 2 a 3% | Em 100 visitantes, 2 ou 3 deixam o email através do pop-up |
| Email enviado → aberto | cerca de 30% | Em 100 emails, 30 são abertos |
| Email → clique para a tua página de vendas | cerca de 4% | Em 100 emails, 4 pessoas clicam |
| Página de vendas → marcação | cerca de 3% | Em 100 visitas à página, 3 marcam sozinhas |
| Chamada de venda → marcação | 40 a 50% | Com uma chamada, quase uma em cada duas pessoas marca |
Estes números podem assustar, mas são a realidade de qualquer comércio online. Mostram sobretudo uma coisa: a chave de um bom funil é ter a melhor taxa de conversão possível em cada etapa. Um excelente vendedor ao telefone não consegue nada se a sua página de captação converter mal ou se os seus emails não derem vontade de clicar.
5. Exemplo concreto: 70 € de publicidade, 2.100 € de vendas
Com 70 € de publicidade, uma fotógrafa acompanhada por Régis faz em média 7 vendas, ou seja, 2.100 € de faturação. Fotografa mulheres que se estão a reconstruir e a quem falta autoconfiança, e o seu funil é propositadamente simples: um anúncio no Instagram e no Facebook, uma página de captação, um email automático e, depois, conversas no WhatsApp.
| Etapa | Resultado | Taxa |
|---|---|---|
| Orçamento de publicidade (10 € por dia durante 7 dias) | 70 € | |
| Impressões do anúncio | 50.000 | |
| Cliques para a página de captação | 1.000 | 2% |
| Contactos recolhidos | 100 | 10% |
| Conversas no WhatsApp | 30 | 30% |
| Chamadas marcadas | 15 | 50% |
| Sessões vendidas (a 300 €) | 7, ou seja, 2.100 € | 50% |
A última taxa é propositadamente prudente: esta fotógrafa, muito à vontade ao telefone, converte cerca de 70% das suas chamadas. Régis considerou 50% para um fotógrafo em início de atividade.
Esta tabela mostra também o que acontece quando uma etapa é fraca. Com um anúncio menos eficaz (1% de cliques em vez de 2%), desce-se para 3 ou 4 vendas. Se, além disso, a página de captação estiver mal feita (5% em vez de 10%), já só se fazem uma ou duas. Não é um problema de visibilidade: é o funil que tem fugas.
6. Os 2 números a acompanhar
Um funil de vendas gere-se com dois indicadores: o número de visitas e a taxa de conversão em cada etapa. Os dois são inseparáveis:
- muitas visitas com um funil que converte mal é tempo e dinheiro perdidos (reels que fazem visualizações, mas não clientes);
- um funil perfeito sem visitas não serve para nada: «podes ter a melhor bicicleta do mundo, se não houver ninguém em cima dela a pedalar, ela não anda».
Um funil não se constrói em 10 minutos. Melhora continuamente, olhando para estes dois números com regularidade.
7. A confiança, o que realmente faz vender
Segundo Régis, a técnica fotográfica pesa apenas cerca de 30 a 40% na decisão de um cliente. O resto é a confiança que ele tem em ti. Entre ti e o fotógrafo do lado, a diferença raramente está no equipamento ou na iluminação, mas na relação que soubeste criar.
Esta confiança constrói-se ao longo de todo o funil:
- Mostra-te na tua página de captação, com a tua fotografia e algumas palavras sobre quem és e porque fazes este trabalho.
- Acrescenta um vídeo curto no teu primeiro email, mesmo filmado com o telemóvel. Três minutos chegam para te apresentares.
- Conversa tu mesmo com os teus potenciais clientes, e faz tu as chamadas de venda.
O exercício das 50 razões
Para saberes o que dizer, Régis propõe um exercício: escreve a lista das «50 razões pelas quais os meus clientes têm sorte em trabalhar comigo». As 5 ou 6 primeiras surgem depressa (o equipamento, o estúdio, a formação), depois é preciso escavar e ir para o mais pessoal: a tua pontualidade, a tua empatia, a tua própria experiência de vida.
Relê esta lista com regularidade. Dá-te confiança e torna-se uma reserva de ideias para os teus posts de Instagram, os teus artigos de blog e os teus anúncios.
8. Por onde começar esta semana
Começa pela etapa que falta à maioria dos fotógrafos: a captação dos contactos. Aqui fica um plano simples:
- Acrescenta um formulário ou um pop-up ao teu site, com uma verdadeira razão para deixar o email e o telefone.
- Prepara um email de boas-vindas automático, com um vídeo curto de apresentação.
- Escreve a tua primeira mensagem de WhatsApp e compromete-te a enviá-la na hora seguinte.
- Anota o número de visitas e de contactos todas as semanas.
- Faz o exercício das 50 razões para alimentar a tua comunicação.
Quando estas bases estiverem montadas, podes acrescentar publicidade para acelerar, sabendo que cada visita adicional tem hipóteses reais de se tornar uma cliente.
9. Construir o teu funil com o Fotostudio
Podes montar as etapas 2 a 4 do teu funil diretamente no Fotostudio:
- Captar: cria formulários de contacto para colocar no teu site, ou num site criado no Fotostudio.
- Guardar: cada novo pedido cria automaticamente um contacto no teu CRM.
- Contactar e relançar: cria uma sequência de emails que é enviada automaticamente a cada novo potencial cliente e vê, para cada contacto, que emails recebeu e se clicou.
É o coração do teu funil: com a sequência pronta, cada novo potencial cliente recebe os teus emails no momento certo, sem teres de pensar nisso. Só te resta conversar com quem responde.
A entrevista completa a Régis Moscardini
Todo este guia vem da nossa conversa com Régis no podcast Fotostudio. A entrevista é em francês. Nela, Régis detalha os seus esquemas, outros exemplos de clientes e os seus conselhos para começar.
FAQ: o funil de vendas para fotógrafos
O que é um funil de vendas para um fotógrafo?
É o caminho que uma pessoa percorre entre o momento em que descobre o teu trabalho e aquele em que marca a sessão. Cabe em 6 etapas: atrair, captar os seus contactos, guardá-los, contactá-la e relançá-la, conversar com ela e, por fim, vender.
Um funil de vendas é útil para um fotógrafo que vende sessões?
Sim. Quase ninguém marca uma sessão fotográfica logo na primeira visita: é uma compra pensada e muitas vezes íntima. O funil permite manter o contacto com as pessoas interessadas e ganhar a sua confiança até à marcação, em vez de as perder assim que fecham a tua página.
Que contactos pedir a um potencial cliente?
No mínimo, o nome e o email. O número de telefone é ainda melhor: menos pessoas o dão, mas quem o deixa está mais motivado, e permite conversar no WhatsApp, o canal que melhor converte.
Quantos visitantes deixam os seus contactos num site de fotógrafo?
Com um pop-up que oferece uma contrapartida, cerca de 2 a 3% dos visitantes, segundo as ordens de grandeza dadas por Régis Moscardini. Numa página de captação dedicada, ligada a um anúncio, esta taxa pode subir para cerca de 10%.
É preciso fazer publicidade para encher o funil de vendas?
Não é obrigatório, mas é a forma mais rápida quando se está a começar. A visibilidade orgânica (Instagram, blog, posicionamento no Google) funciona, mas demora meses, ou até anos. O ideal é combinar as duas. No exemplo de Régis, 70 € de publicidade permitiram 7 vendas, ou seja, 2.100 € de faturação.
Que primeira mensagem enviar a um novo potencial cliente?
Uma mensagem curta e pessoal, enviada na hora seguinte, de preferência no WhatsApp. Por exemplo: «Olá [nome], obrigada pelos teus contactos e pela tua confiança. Diz-me em poucas palavras: o que é que te deu vontade de ir mais longe comigo?» Cerca de 30 a 40% das pessoas respondem.
Conclusão: a visibilidade não chega, é preciso convertê-la
Ser um bom fotógrafo é indispensável, mas não enche uma agenda. O que faz a diferença é o que acontece depois da descoberta: recolher os contactos, manter o contacto, conversar e ganhar a confiança.
Em resumo:
• Segue as 6 etapas: atrair, captar, guardar, contactar e relançar, conversar, vender.
• Começa por captar os contactos dos teus visitantes, é a etapa mais esquecida.
• Melhora cada etapa, uma a uma, e acompanha as tuas visitas e as tuas taxas de conversão.
O teu funil de vendas, num só lugar
Mais de 3.000 fotógrafos usam o Fotostudio para recolher os seus pedidos, acompanhar os seus contactos e enviar os seus emails automaticamente.
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Descobrir o trabalho de Régis Moscardini
Régis acompanha fotógrafos na criação dos seus funis de vendas. Podes testar o seu próprio funil, e vivê-lo do lado do potencial cliente, no site dele (em francês): regismoscardini.fr/fotostudio